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10 de Novembro de 2009

Integramos nosso blog e a discussão sobre a inovação e a crise global, dentre outros temas, ao site www.brasilinovacao.com.br. Visite, comente e contribua!

 


10 de Novembro de 2009


24 de Setembro de 2009

“O mundo abrasilerou”, Krugman

24 de Setembro de 2009

Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia de 2008, é conhecido por traduzir a linguagem econômica para as pessoas que não têm grande intimidade com a área. É, por isso, elogiado e criticado. Questiona diversos aspectos da teoria econômica, entre eles a vertente que não leva em conta as pessoas, variáveis não muito racionais, como agentes de imperfeição dos mercados financeiros e das tão faladas “bolhas”. Para ele, a economia keynesiana é a que oferece o melhor arsenal para tratar das recessões, e a realidade financeira deve penetrar a macroeconomia. Por tudo isso, é elogiado e criticado também.

Polêmicas à parte, não se pode negar que Krugman, em relação à crise mundial, é um daqueles que pode até dizer “eu avisei!”. Diferentemente de diversos de seus colegas, ele não havia considerado que fortes recessões fossem coisa do passado, tanto que, lançou, há cerca de dez anos, O Retorno da Grande Depressão. Uma grande depressão (nos moldes da que os americanos viveram a partir do crash da bolsa em 1929 até o final da Segunda Guerra Mundial) não retornou, mas os sinais de problemas estavam lá para quem pudesse e quisesse ver. Krugman os viu.

Veio a crise mundial e seu livro, muito apropriado para o momento, foi reeditado com o título A Crise de 2008 e a Economia da Depressão. “Este é um livro sobre economia”, diz ele. “Mas a economia, inevitavelmente, acontece no contexto político”, continua, dando o tom de multidisciplinaridade do seu pensamento. Para ele, o capitalismo triunfou (sobre o socialismo), não somente pelos méritos do sistema de mercado, que carrega consigo iniquidade e injustiça, mas porque não há, hoje, alternativa plausível a esse sistema.

Ele deixa, contudo, um alerta “A situação durará para sempre. Certamente haverá outras ideologias, outros sonhos; e eles emergirão, se a atual crise econômica persistir e se aprofundar”.

Governo forte

Se o capitalismo tende a perdurar, Krugman considera que ele será mais eficaz com regulação do sistema bancário e controles mais fortes e tradicionais na economia, como os que funcionaram nos cinquenta anos que se seguiram à Grande Depressão, desde que atualizados para o nosso tempo. Em sua coluna no New York Times, ele afirmou que o que realmente evitou uma nova Grande Depressão foi um governo forte, isto é, que não parou de gastar quando o setor privado estagnou.

Alfinetando gestões anteriores, ele acrescenta: “governo forte e administrado por pessoas que compreendem as virtudes dessa instituição”. Ferrenho crítico da administração George W. Bush, também não poupa Ronald Reagan: “Reagan estava errado: às vezes, o setor privado é o problema e o governo, a solução”.

“A situação econômica permanece terrível. Nós ainda não alcançamos o ponto no qual as coisas estejam realmente melhorando. Por ora, temos que comemorar os indicadores de que as coisas estão piorando mais lentamente”, afirmou Krugman em sua coluna no mês de agosto.

No dia 2 de dezembro, o economista da Princeton University estará no Brasil falando de futuro, durante a ExpoManagement 2009. Teremos, então, a oportunidade de saber se, até lá, sua visão permanecerá cinzenta, e também o que ele pensa sobre o destino da América Latina.

“Somos todos brasileiros”

Krugman sabe bem que, de crise, temos certo know-how. Em outubro do ano passado, podíamos ler em seu blog: “Somos todos brasileiros agora”. Segundo ele avaliou, as grandes economias estavam começando a conhecer o tipo de enfermidade que antes era associada aos mercados emergentes no final dos anos 1990 –e que constituíam alertas para a crise atual.

Em meados de 2008, Krugman afirmou, em entrevista à Folha de São Paulo, que o Brasil rumava para a posição de líder dos países emergentes, ainda que Índia e China crescessem a um ritmo maior do que o nosso (natural, pois começaram a crescer muito recentemente). Entretanto, também afirmou que nosso crescimento era menor do que seu potencial. A explicação? Uma suspeita (ele diz não ter certeza) recai sobre a educação: “Nos países asiáticos de elevado crescimento, a educação é surpreendentemente melhor do que se esperaria, mesmo o país tendo muita pobreza”. Essa é uma certeza.

Um ano depois, o economista declarou que a América Latina superará a crise mundial mais rapidamente que os países ricos, mas que ficará atrás das economias asiáticas, segundo informações da agência EFE. Como “somos todos brasileiros” há mais tempo, nós, os latino-americanos, estamos mais bem preparados para enfrentar esta turbulência do que estivemos em crises anteriores. No entanto, é preciso que os ricos se recuperem e impulsionem uma verdadeira recuperação global.

Comércio mundial e Prêmio Nobel

Esse mundo interconectado foi objeto do estudo que Krugman iniciou em 1979 e o levou ao Prêmio Nobel no ano passado. Nas palavras do comitê julgador, “por sua análise dos padrões do comércio e a respeito da localização da atividade econômica”. Integrando a geografia econômica e o comércio internacional, as pesquisas do economista explicam quais bens são produzidos em que localidades e por quê.

Com simplicidade e senso prático, ele demonstra por que o comércio mundial foi dominado por poucos países similares uns aos outros, que vendem produtos similares –o oposto do que postulam teorias comerciais tradicionais (que consideram que as diferenças entre países explicam por que alguns exportam produtos agrícolas e outros bens industriais). Consumidores gostam de variedade e escolhem entre produtores de diferentes países, permitindo aos países continuar trocando produtos parecidos –afinal, um cidadão alemão pode comprar um automóvel americano, ainda que a Alemanha fabrique automóveis; e vice-versa.

As empresas, por sua vez, tornam-se mais eficientes na produção, e crescem, conforme vendem mais, em larga escala, em vez de se concentrarem no mercado local. Seu modelo explica, também, sob quais condições de comércio as empresas escolhem algumas regiões, em detrimento de outras. Para o pesquisador, a globalização leva à concentração, tanto geográfica quanto por especialidades, o que favorece a maior concentração demográfica nos grandes centros urbanos –com todas as suas consequências danosas ao meio ambiente.

Referências bibliográficas:

GODOY, Denyse. “Krugman defende ação do Banco Central no Brasil”. Folha de São Paulo, 25 jul. 2008. Disponível online em <http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u426035.shtml>. Acesso em 14 set. 2009.

KRUGMAN, Paul. “How did economists get it so wrong?”. The New York Times, 2 set. 2009. Disponível online em <http://www.nytimes.com/2009/09/06/magazine/06Economic-t.html>. Acesso em 11 set. 2009.

“It’s a small world after all”. 6 out. 2008. Disponível online em http://krugman.blogs.nytimes.com/2008/10/06/its-a-small-world-after-all/. Acesso em: 11 set. 2009.

The Return of Depression Economics and The Crisis of 2008. Nova York: W.W. Norton, 2009.

RAMPELL, Catherine. “Professor and columnist wins economics Nobel”. The New York Times, 13 out. 2008. Disponível online em http://www.nytimes.com/2008/10/14/business/economy/14econ.html?_r=1. Acesso em 11 set. 2009.

EFE/WALL STREET JOURNAL AMERICAS. “Según Paul Krugman, América Latina superará la crisis antes que los países avanzados”. 20 ago. 2009. Disponível online em <http://online.wsj.com/article/SB125077920272046453.html>. Acesso em 14 set. 2009.

Por Alexandra Delfino de Sousa, administradora de empresas e diretora da Palavra Mestra.
HSM Online
18/09/2009


FSP: “Diagnóstico fechado”

22 de Agosto de 2009

 

O jornal Folha de São Paulo publicou editorial neste sábado, 22 de agosto, sobre o Movimento Empresarial pela Inovação (MEI) e o 3o Congresso de Inovação na Indústrial, ressaltando a importância da inovação para a competitividade empresarial nacional e a importância do investimento privado. Leia a seguir:

 

Diagnóstico fechado

É consenso que o setor privado precisa investir mais em inovação, mas novo salto depende de indução do Estado

A REALIZAÇÃO do 3º Congresso de Inovação na Indústria pela Confederação Nacional da Indústria, que também patrocina o Movimento Empresarial pela Inovação, demonstra que pesquisa e desenvolvimento (P&D) entraram para o rol de prioridades do setor. Empresas privadas brasileiras investem pouco em inovação, o que enfraquece um elo decisivo na cadeia da competitividade.
Vários outros países pelejam para aumentar o investimento em inovação como parcela do PIB e a fatia do setor privado nessa conta.
Segundo Jean Guinet, economista da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, apresenta grande inércia a correlação entre níveis baixos de PIB per capita, gasto em P&D e envolvimento privado em inovação. O Brasil é um caso de manual. Mesmo a meta modesta de elevar o investimento para 1,5% do PIB em 2010, com 0,65% de participação privada, ainda é encarada com ceticismo.
Entre as nações que escaparam desse círculo vicioso estão Finlândia e Coreia do Sul; não por acaso, dois países que desde cedo investiram na qualidade da educação pública. Sem uma massa de trabalhadores qualificados, empresas encontram dificuldade para adotar uma cultura de inovação permanente.
Além disso, as empresas precisam enxergar a inovação como necessidade econômica e oportunidade. Nesse campo, o papel indutor do Estado pode ser decisivo, como fez a Coreia em décadas passadas -hoje, 76% do investimento sul-coreano em inovação ocorre nas empresas.
Esgotou-se o modelo de concentrar investimento de P&D em gigantes estatais. Em busca de disseminar a inovação no setor privado, o governo deu passos importantes, por exemplo na Lei de Inovação, de 2004. Ainda são poucas, porém, as empresas que lançam mão de novos incentivos: 320 em 2007, segundo o jornal “Valor”.
Especialistas em política de inovação convergem para a ideia de que a saída está na utilização do poder de compra do Estado. Ou seja, dar preferência a produtos desenvolvidos no país, inclusive por empresas estrangeiras, sob a condição de realizarem atividades de P&D no Brasil.
A proposta vai na direção correta. É preciso cautela, contudo, para não criar becos sem saída, como a reserva de mercado para informática dos anos 1980, e não suscitar contenciosos na Organização Mundial do Comércio.


Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI)

21 de Agosto de 2009

 

19082009(043)

O último dia 19 de agosto poderá ser lembrado no futuro pelo lançamento do Manifesto Empresarial pela Inovação (MEI). Desejamos que sim!

O Manifesto, lançado durante o 3º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, tem como meta “dobrar o número de empresas inovadoras no país nos próximos quatro anos”.

O 3º Congresso, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu mais de 600 pessoas, entre gestores públicos (tais como o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, presidentes da FINEP, BNDES etc), especialistas em gestão da inovação e líderes empresariais, tais como Jorge Gerdau, Luiz Fernando Furlan, Frederico Curado, Cledorvino Bellini, Rogélio Goldfarb, Adilson Primo, entre muitos outros.

A BRAIN também esteve presente ao evento e apoia a iniciativa.

Nos links abaixo, conheça o Manifesto e assista às palestras realizadas durante o Congresso.

Manifesto Empresarial pela Inovação

Manifesto Empresarial pela Inovação (MEI)

Vídeos do 3o Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria

Vídeos do 3o Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria

 


As 50 companhias mais inovadoras do mundo

4 de Agosto de 2009

Foi publicado o levantamento realizado pela BusinessWeek e Boston Consulting Group (BCG) sobre as companhias mais inovadoras do mundo.

Realizado desde 2005, o levantamento deste ano apresentou como destaque a entrada de 15 novas empresas entre as 50 principais. Além disso, o número de empresas americadas diminuiu, frente ao crescimento de empresas originadas de paises em desenvolvimento como India, China, Correia do Sul…

Um claro reflexo dos movimentos economicos globais.

Para o Brasil, resta lamentar a ausência de empresas nacionais. Até quando?!

Acesse a íntegra da publicação clicando aqui.

Leia também “18 segredos das melhores empresas do mundo