Temos feito nossa parte?

O boletim da ANPEI divulgou, nesta semana, dois fatos muito relevantes.

O primeiro reforça uma constatação relativamente antiga, mas muito oportuna. Um artigo de Nicolsky e Oliveira demonstra o espaço perdido pelo Brasil no ranking mundial do escritório norte-americano de registro de patentes (USPTO) e o crescimento de outros países emergentes nas últimas três décadas, tais como Coreia, Malásia, China, Índia etc.

Os autores resumem (veja o artigo completo):

Os países emergentes que crescem aproveitam as oportunidades em setores de ponta para agregar pequenas melhorias aos seus produtos. Enquanto isso, o Brasil mantém uma postura arrogante, pretendendo uma posição entre as indústrias de ponta, mas, na prática, continua a crescer basicamente na exportação de commodities. Ainda que isso expresse uma elevação da competitividade e do conteúdo tecnológico do agronegócio, não podemos nos contentar com a condição de mero exportador de produtos primários. Assim seremos vulneráveis a políticas de preços, estoques e distribuição que não controlamos, e portanto a oscilações desastrosas para nossa economia

Por outro lado, no mesmo boletim, é apresentado um estudo que atesta o desânimo verificado pelo Índice de Confiança dos Investidores de Risco do Vale Silício. Desenvolvido pela Universidade de São Francisco, o índice mede a disposição dos investidores em aplicar dinheiro nas start-ups, em uma escala de um a cinco, e apresentou no terceiro trimestre de 2008 um valor de 2,89 pontos, uma importante baixa em relação aos 3,07 pontos medidos no trimestre imediatamente anterior e em relação aos 4,38 pontos, no início de 2007. Segundo o estudo, o desânimo é justificado pela “grave crise financeira”, havendo a perspectiva de “ótimas idéias nunca saírem do papel”, se a crise for prolongada.

Crise ou Oportunidade para o Brasil?

Mais uma vez, a afirmativa de Buffet parece fazer algum sentido:

“Fique com medo quando os outros forem gananciosos; seja ganancioso quando os outros estiverem com medo”.

Será que temos feito nossa parte e nos preparado para ocupar os espaços deixados pela retração do Vale do Silício? Se considerarmos o registro de patentes como um indicador, creio que a resposta está evidente!

Uma resposta a Temos feito nossa parte?

  1. Ana Carolina Lima diz:

    Tem uma matéria muito legal no site da BRAIN sobre o registro de patentes, dê uma olhada http://www.brasilinovacao.com.br/main/noticias/default.jsp?CId=3378 . Uma das causas da baixa adesão para o registro é a crença que o registro de patentes é custoso para o pequeno empresário, o que não é verdade. Não registrando, o empresário corre o risco de perder a identidade empresarial.

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