Crise de percepção (ou perceção de crise)

Pesquisa do IBOPE demonstra que as classes C e D, em 5 capitais, já começam a ser influenciadas pela crise financeira mundial e a cortar gastos familiares. Veja mais informações em http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u461196.shtml

No entanto, o Banco Central tem demonstrado que não houve (ainda) redução na oferta e na concessão de crédito no país, em comparação com o ano passado, nem mesmo impacto na geração de emprego. Trata-se, portanto, de uma questão de percepção de risco, um conceito muito usual para investidores e que parece estar sendo “bem” compreendido pelos consumidores, mesmo de classes mais baixas.

O impacto da crise é indiscutível na disposição de consumo de todas as classes. O que preocupa, em especial, é o fato do crescimento brasileiro (e mundial) nos últimos anos ter se amparado, principalmente, nas classes mais baixas, o que poderia gerar um ciclo vicioso, negativo e indesejável no crescimento da nossa economia e na distribuição de riquezas em nosso país.

Vale questionar, portanto, qual o nosso papel como gestores para desestimular o desânimo inicial dos consumidores?

Qual a “agenda positiva” que podemos contruir neste cenário, tendo em vista que o Brasil tem uma condição privilegiada para enfrentar os desafios dos próximos anos?

Uma resposta a Crise de percepção (ou perceção de crise)

  1. Alexandre Pauperio diz:

    Entendo que a principal contribuição, daqueles que compreendem a dinâmica da competitividade no mundo contemporâneo, é estimular as empresas a escolher o caminho da inovação.
    É claro que devem ser planejadas todas as ações, reduzindo riscos.
    Além disso, o gerenciamento das finanças e dos investimentos deve considerar o novo cenário.
    Porém, quem ficar “aguardando o que vai acontecer” pode estar perdendo excelente oportunidade de se diferenciar e se posicionar com condições mais vantajosas.
    Isso me lembra a história do vendedor de hot-dog que vendia o melhor produto da cidade, com o melhor pão, a melhor salsicha, o melhor molho, a melhor maionese, o melhor catchup. Porém o filho desse comerciante ligou e avisou: Meu pai, a crise vem aí, tome cuidado. O comerciante, com medo da crise, começou a economizar nos ingredientes, trocou o pão por outro mais barato, a salsicha não era mais da Sadia, a maionese não era mais Hellmans, as quantidades passaram a ser mais controladas e… o negócio que ia de vento em popa entrou em crise e fechou.
    Será que todos entendem que a crise vai afetar seus negócios na mesma intensidade de sua reação à ela?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: