Tendências de consumo na crise

O Brasil e o mundo vivem novos momentos de euforia no mercado financeiro, após um período de intensa turbulência.

Será que a crise acabou?

Não há como avaliar essa possibilidade, mas é provável que a pior parte tenha ficado para trás e que tenhamos o desafio, a partir de agora, de descobrir os novos caminhos, acompanhar a consolidação de novos paradigmas e viver um período de transição, inevitável.

Pesquisas recentes sobre valoração de marcas e tendências de consumo têm apontado dados interessantes. A Millward Brown apresentou recentemente seu novo relatório (Brandz Top) que aponta, dentre outras tendências, uma maior preocupação pelos consumidores com a relação custo x benefício, o que não significa que a qualidade ficou esquecida.

Outra questão é a intensificação de um movimento antigo de encasulamento, ou seja, as pessoas estão passando mais tempo em casa, com a família, o que explica a valorização de marcas como a Nitendo.

Pequenas indulgências são outro aspecto interessante que explicam os “novos” hábitos de consumo. A pesquisa indica que, fora de casa, as pessoas estão privilegiando pequenos luxos, talvez como forma de reerguer a auto-estima. Estamos falando de óculos de sol, roupas de grife, whisky 42 anos etc … Em entrevista recente na Globo News, Eileen Campbell lembrou o fato de que na década de 30, durante a Grande Depressão, as americanas passaram a consumir um número muito maior de batom, porque as mulheres se permitem pequenos agrados em tempos de recessão.

Outras questões apontadas estão relacionadas a uma compreensível busca pelo controle e redução dos gastos, o que já pode ser percebida pela diminuição do uso de cartões de crédito e o crescimento dos de débito. Da mesma forma, tem sido percebida a substituição das visitas ao shopping por visitas a lojas específicas para solucionar necessidades pré-definidas, o que inclui elevada importância para as compras on-line.

Por fim, a preocupação com a saúde (que é uma tendência antiga) tem se intensificado ainda mais, talvez pela clara constatação da falência do modelo de saúde atual e a insutentabilidade dos custos de assistência baseada em alta tecnologia.

Em resumo, a percepção da crise parece estar intensificando e agilizando tendências que já estavam sendo verificadas há algum tempo, dentre as quais podemos acrescentar as “novas” preocupações com a questão ambiental e com a escassez das tradicionais fontes de energia . Além disso, é unânime a compreensão sobre a crescente importância do consumo das classes mais baixas, assim como de países emergentes, mas esse é um outro capítulo, a seguir.

2 respostas a Tendências de consumo na crise

  1. Carol diz:

    O Indíce Batom é um dos índices mais cuiriosos que já conheci.

    Matéria interessante. Na crise, há diversos nichos a serem explorados.

  2. jacqueline diz:

    O índice batom realmente tem fundamento, pois em épocas de vacas magras, deixa-se temporariamente de comprar o que é considerado supérfluo em se tratando de produtos de beleza, mas pelo menos um batomzinho se compra pra tentar elevar a auto-estima.

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