Estudo divulgado pela Fiesp mostra que investimento em inovação e P&D será o menos afetado

14 de Abril de 2009

Janaína Simões

O investimento industrial total no Estado de São Paulo deverá ser reduzido em 20,9% na comparação entre 2008 e 2009, informa estudo encomendado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) à consultoria Ipsos. Concluída em março, a “Pesquisa Fiesp sobre intenção de investimento em 2009: O impacto da crise”, levantou as previsões de investimento da indústria paulista para máquinas e equipamentos e pesquisa e desenvolvimento (P&D). O estudo obteve informações de 1.204 firmas de diferentes portes e setores, que foram consultadas sobre os investimentos feitos no ano passado e a intenção de investir neste ano.

Leia na íntegra a matéria publicada no Radar Inovação, da Unicamp, em 13 de abril 2009

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I.O.U.S.A.

13 de Abril de 2009

Não dá para deixar de assistir a esse documentário sobre a origem da Crise Americana.


Crise, Resiliência e Inovação

8 de Abril de 2009

Resiliência é um termo utilizado para definir a capacidade humana de passar por experiências adversas sucessivas sem prejuízos para o desenvolvimento.  Segundo o dicionário Aurélio, é a propriedade de pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal deformação elástica.

O conceito tem sido popularizado e discutido inclusive pelo sucesso do livro que narra a experiência da histórica trajetória do navio “Endurance”. A tripulação, liderada por Sir Ernest Shackleton, partiu da Geórgia do Sul para a Antártida, ineditamente, enfrentando inúmeras situações adversas e retrata fielmente o quadro da resiliência humana.

Para quem não leu o livro Endurance ainda, recomendo muito.

A propósito da resiliência, em março deste ano, o InnovationTools.com realizou uma pesquisa junto a gestores de inovação, pretendendo avaliar o clima nas organizações relacionado à inovação e o montante de recursos destinados às atividades de PD&I, diante da crise financeira mundial.

A boa notícia é que os resultados foram surpreendentes e apontaram que o clima e os orçamentos de inovação continuam muito bem, sem alterações na maioria dos casos.

A compreensão dos entrevistados foi de que, nos tempos atuais, a inovação oferece uma das poucas possibilidades de geração de impactos positivos tanto para a geração de valor para os clientes, quanto para o fortalecimento das condições competitivas da organização.

Over one-fourth of respondents (27%) said that the climate for innovation has improved slightly since the onset of the global recession, while another 20% said it has “improved significantly.”

Leia o relatório completo do Innovation Climate Survey, clicando aqui, e comente aqui.


Confiança no Brasil 2

6 de Abril de 2009

Há algumas semanas, publicamos um post sobre o site governamental “Confiança no Brasil“, página que tinha como propósito estimular a confiança do brasileiro na economia do país.

Desde o primeiro post, já falavamos da necessidade de maior cuidado pelos produtores do site em relação ao tema da Inovação, como instrumento para a competitividade das nossas empresas frente à nova ordem mundial.

Uma das seções do site tratava a Inovação como um instrumento governamental, focando atenção nas políticas de apóio, que sem dúvida tem apresentado grandes avanços. No entanto, deixava escondido o papel da iniciativa privada, o locus onde realmente se concretiza a Inovação.

Na última semana, o número de visitações ao antigo post (e provavelmente ao site do Governo) bateu todos os recordes deste blog.

A lamentável constatação, no entanto, fica pelo fato da seção sobre Inovação ter sido EXCLUIDA (pasmem!)…

A nova linha do site é focada, EXCLUSIVAMENTE, no PAC e no programa de estímulo à habitação popular, “Minha Casa, Minha Vida”.

Nada contra o PAC e o Programa. Afinal, tratam-se de demandas sociais e mercadológicas óbvias, existentes há muitas décadas e com forte impacto na recuperação econômica.

Estimular o mercado interno é fundamental. Por este mesmo motivo, estimular as empresas a inovar também é! Além disso, preparar nossas empresas para competir em um novo patamar mundial alcançado pelo Brasil nos últimos tempos é fundamental e não há outra forma senão for por meio da inovação. INOVAÇÃO = COMPETITIVIDADE

Exmo. Sr. Franklin Martins, neste momento em especial, a comunicação pública tem um papel estratégico para a Nação. A valorização da iniciativa privada e da inovação frente a crise mundial precisa de espaço. Onde foi parar a antiga seção? Deixou de ser importante?

Valorizemos a criatividade e diversidade de práticas empresariais, as reinvenções que estão sendo realizadas buscando-se soluções para um mundo desconhecido que vem pela frente.


Einstein e a Crise

1 de Abril de 2009

Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.”
Albert Einstein


Jorra dinheiro no Vale do Silício

17 de Março de 2009

Matéria publicada no jornal Gazeta Mercantil – 16/03/2009

Pedro A. L. Costa

O mundo, se você não reparou, está acabando, mas o Vale do Silício, uma área erguida no deserto californiano ao redor da Universidade de Stanford, está mais do que nunca open for business. Só no ano passado, segundo uma das mais conceituadas consultoras da região, a holandesa Anne Donker, foram investidos US$ 28,3 bilhões, perfazendo quase quatro mil negócios. Em qualquer momento, segundo ela, pelo menos 20 mil empreendedores estão pensando em abrir alguma empresa aqui, sendo que quase metade deles está precisando de dinheiro para tocar o negócio (embora calcula-se que só 1% deles o consiga).

Aqui está pelo menos metade de todas as firmas de investimento em novas empresas (venture capitalists, ou VCs) dos Estados Unidos, administrando cerca de US$ 257 bilhões. E, nesta crise, os VCs estão mais afoitos que nunca para financiar ideias que justamente tirem o mundo da crise, a maioria delas relacionada com a tecnologia da informação, biotecnologia e energias limpas, como baterias de alta durabilidade e paineis solares que tenham preços acessíveis à maioria das pessoas.

O bom é que para 2009 a coisa piora, mas só um pouquinho. O Vale não está se desgrenhando, como a indústria automobilística ou a mídia tradicional, por exemplo. A maioria dos VCs diz que este é um excelente momento para investir em novas empresas, já que estes ativos estão bastante depreciados de uma forma geral devido à crise mundial. “Jamais haverá recessão quando se tratar de inovação”, diz Anne.

Nas pesquisas que promove no setor, ela descobriu que 48% dos investidores estão prevendo aumento de investimentos em 2009. Para onde o dinheiro está indo? Se forem seguidos os padrões do ano passado, estes bilhões de dólares irão para software, que no ano passado foi o centro de 881 negócios, energia limpa (277) e ciências da vida – biotecnologia, medicina e instrumentação (853). Na parte de específica de tecnologia da informação, os favoritos são e-commerce, componentes e subsistemas, segurança, entretenimento e redes sociais, nesta ordem.

Como se sabe, o que mais o investidor quer é ajudar a montar a empresa, criar valor e, no menor tempo possível, cair fora do negócio vendendo-o por um preço exorbitante, várias vezes o preço que pagou para entrar. É a chamada estratégia de saída. Com a crise, sair bem está ficando mais difícil, daí o VC pensar duas vezes antes de entrar financiando qualquer oferta, diz Anne. “Só falta uma lupa para que eles esquadrinhem cada pedaço do negócio, a fim de examinar detidamente se vale a pena ou não investir”, diz ela.

Para chegar até estes investidores, o empreendedor tem de passar pela via crucis de uma fantástica indústria que se criou para apoiá-los antes que eles apresentem seus negócios aos VCs. No Vale, há associações de apoio a empreendedores em cada esquina, consultores caros e baratos em outras, empresas de recursos humanos que acham toda a equipe que você precisa e ainda a convence a trabalhar de graça por 90 dias em troca de uma possível futura participação, e até bancos que emprestam dinheiro em troca de um business plan que faça sentido, e a juros de 4% ao ano.

O americano comum, ao contrário do que está fazendo o presidente Barack Obama, sabe que a solução tem de vir do mercado, e não do governo. Daí surgirem ilhas de prosperidade como o Vale do Silício num mundo que, a cada dia, se desmorona.

kicker: Firmas de investimento querem financiar ideias que tirem o mundo da crise, a maioria delas relacionada com TI.


Brasilata, um caso inspirador…

27 de Fevereiro de 2009

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