Empreendedorismo, Oportunidades e Inovação

15 de Julho de 2009

Noticia animadora vinda da nova edição do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), estudo que avalia a atividade empreendedora em 43 paises. Em 2008, pela primeira vez no Brasil, verificou-se que o número de empresas criadas a partir da identificação de oportunidades superou o empreendedorismo por necessidade, aquele que acontece pela falta de oportunidades de emprego.

Que o Brasil é um país empreendedor, não há dúvida. Estamos entre os primeiros do mundo. Porém essa pesquisa reverte um quadro preocupante de anos anteriores quando havia uma predominância de projetos empresariais frágeis, baseados apenas em necessidades de geração do auto-emprego.

Por outro lado, uma fator permanece muito distante de nossas expectativas: o empreendedorismo brasileiro ainda é um dos que apresenta menores taxas de inovação.

Visite a página do GEM e veja o estudo completo.

Leia também o artigo “Capital de risco e o financiamento ao empreendedorismo inovador“, que aborda esta questão e seu impacto para mercado de capital de risco.

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Jorra dinheiro no Vale do Silício

17 de Março de 2009

Matéria publicada no jornal Gazeta Mercantil – 16/03/2009

Pedro A. L. Costa

O mundo, se você não reparou, está acabando, mas o Vale do Silício, uma área erguida no deserto californiano ao redor da Universidade de Stanford, está mais do que nunca open for business. Só no ano passado, segundo uma das mais conceituadas consultoras da região, a holandesa Anne Donker, foram investidos US$ 28,3 bilhões, perfazendo quase quatro mil negócios. Em qualquer momento, segundo ela, pelo menos 20 mil empreendedores estão pensando em abrir alguma empresa aqui, sendo que quase metade deles está precisando de dinheiro para tocar o negócio (embora calcula-se que só 1% deles o consiga).

Aqui está pelo menos metade de todas as firmas de investimento em novas empresas (venture capitalists, ou VCs) dos Estados Unidos, administrando cerca de US$ 257 bilhões. E, nesta crise, os VCs estão mais afoitos que nunca para financiar ideias que justamente tirem o mundo da crise, a maioria delas relacionada com a tecnologia da informação, biotecnologia e energias limpas, como baterias de alta durabilidade e paineis solares que tenham preços acessíveis à maioria das pessoas.

O bom é que para 2009 a coisa piora, mas só um pouquinho. O Vale não está se desgrenhando, como a indústria automobilística ou a mídia tradicional, por exemplo. A maioria dos VCs diz que este é um excelente momento para investir em novas empresas, já que estes ativos estão bastante depreciados de uma forma geral devido à crise mundial. “Jamais haverá recessão quando se tratar de inovação”, diz Anne.

Nas pesquisas que promove no setor, ela descobriu que 48% dos investidores estão prevendo aumento de investimentos em 2009. Para onde o dinheiro está indo? Se forem seguidos os padrões do ano passado, estes bilhões de dólares irão para software, que no ano passado foi o centro de 881 negócios, energia limpa (277) e ciências da vida – biotecnologia, medicina e instrumentação (853). Na parte de específica de tecnologia da informação, os favoritos são e-commerce, componentes e subsistemas, segurança, entretenimento e redes sociais, nesta ordem.

Como se sabe, o que mais o investidor quer é ajudar a montar a empresa, criar valor e, no menor tempo possível, cair fora do negócio vendendo-o por um preço exorbitante, várias vezes o preço que pagou para entrar. É a chamada estratégia de saída. Com a crise, sair bem está ficando mais difícil, daí o VC pensar duas vezes antes de entrar financiando qualquer oferta, diz Anne. “Só falta uma lupa para que eles esquadrinhem cada pedaço do negócio, a fim de examinar detidamente se vale a pena ou não investir”, diz ela.

Para chegar até estes investidores, o empreendedor tem de passar pela via crucis de uma fantástica indústria que se criou para apoiá-los antes que eles apresentem seus negócios aos VCs. No Vale, há associações de apoio a empreendedores em cada esquina, consultores caros e baratos em outras, empresas de recursos humanos que acham toda a equipe que você precisa e ainda a convence a trabalhar de graça por 90 dias em troca de uma possível futura participação, e até bancos que emprestam dinheiro em troca de um business plan que faça sentido, e a juros de 4% ao ano.

O americano comum, ao contrário do que está fazendo o presidente Barack Obama, sabe que a solução tem de vir do mercado, e não do governo. Daí surgirem ilhas de prosperidade como o Vale do Silício num mundo que, a cada dia, se desmorona.

kicker: Firmas de investimento querem financiar ideias que tirem o mundo da crise, a maioria delas relacionada com TI.


A anatomia da crise(e o que ela revela sobre o futuro) – Época Negócios

30 de Outubro de 2008

“O que explica o colapso das finanças? Porque chegamos a este ponto? E, mais importante, o que há pela frente? Em meio ao maior crash global desde 1929, pensadores da economia, como o investidor George Soros, anunciam o fim da era de ouro do capitalismo financeiro e prevêem anos de mercados controlados e bancos semi-estatizados.”

Leia matéria na íntegra: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/1,,EDG84961-8374,00.html


Embratel e a Inovação Disruptiva

29 de Outubro de 2008

No mesmo dia em que a Bovespa apresentou uma enorme valorização (acima de 13%), o diretor executivo da Embratel defendeu que “a necessidade de as empresas reduzirem custos em meio à crise financeira poderá impulsionar negócios no setor de telecomunicações”, fazendo “com que a companhia projete crescimento acima de dois dígitos para 2009, semelhante ao que vem ocorrendo este ano”.

Veja a matéria na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u461382.shtml

Que excelente oportunidade para falarmos de Inovação Disruptiva…

Em 1997, Christensen estabeleceu esse conceito afirmando que são aquelas inovações que provocam uma ruptura em modelos de negócios que estão estabelecidos. Normalmente favorecem o aparecimento de novos produtos com desempenho equivalente ao padrão do mercado, mas inferior ao dos líderes, adotando uma nova abordagem que o torne mais barato, mais conveniente ou mais fácil de usar.

Temos excelentes exemplos para ilustrar essas inovações: Embraer, Gol Linhas Aéreas, assim como inúmeras soluções de telecomunicações (exemplo de Voz sobre IP) que podem sustentar as estratégias de Embratel.

E então: como estão os padrões do seu setor de atuação? Onde estão as oportunidades de ruptura e redução de custos?


Economia prevê maior crescimento, principalmente do setor moveleiro, no segundo semestre de 2009

29 de Outubro de 2008

A crise econômica mundial, principalmente externa, é a preocupação de todos. O Brasil vai continuar a crescer, em um ritmo menor, mas o PIB vai crescer e a renda per capita vai aumentar. O potencial de consumo, principalmente de móveis, vai aumentar devido a esses fatores. A economia brasileira e mundial será melhor no segundo semestre em 2009, como sempre aconteceu.

Veja matéria na íntegra: http://www.global21.com.br/materias/materia.asp?cod=22117&tipo=noticia


Produtores de vinho percebem oportunidade, em meio à crise

29 de Outubro de 2008

Apesar da crise, a desvalorização cambial aponta uma oportunidade para os produtores nacionais de vinho. Além da favorecer a exportação dos seus produtos, criará novas barreiras à entrada dos concorrentes internacionais, que nos últimos anos inundaram o mercado nacional, alcançando até 75% das vendas no segmento de vinhos finos.

Veja matéria na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/folha/comida/ult10005u461246.shtml


Crise: é hora de sair às compras? (HSM)

22 de Outubro de 2008
Na última quarta-feira, dia 14, a notícia de que o ex-banqueiro André Esteves comprara a operação e os ativos no Brasil do Lehman Brothers pegou o mercado inteiro de surpresa. Ninguém esperava que, em meio a um panorama de pânico provocado pela crise financeira – comparada ao “crash” de 1929, alguém pudesse mergulhar em transações arriscadas e até mesmo sair às compras.

Muito embora, no mundo dos negócios, seja antiga a teoria de que é exatamente nos momentos de turbulência a hora de enxergar oportunidades. É comum as pessoas terem medo, sentirem-se acuadas. Mas, a história tem nos mostrado que os maiores conglomerados e impérios nasceram em períodos de crise econômica. E sabem por quê? Porque em vez de se recolherem ante a um cenário ameaçador, seus líderes foram visionários.

Leia o artigo na íntegra: http://www.hsm.com.br/editorias/economiaefinancas/Crise_hora_sair_compras.php?mace2_cod=1254&pess2_cod=110465&lenc2_cod=